Morgan Spurlock (autor do célebre "Super Size Me") decidiu criar uma espécie de "meta-product placement documentary".
Ou seja, decidiu fazer um filme sobre publicidade e product placement recorrendo ao patrocinio das marcas para pagar o mesmo. Ou seja, o tema do filme tornou-se no próprio filme.
Ou seja, como o título do filme indica, o realizador vendeu-se literalmente às marcas.
Quem não conhece a música do momento que faz toda a gente querer saltar e cantar entre os amigos?
Ou a proposta de casamento que faz suspirar meninas?
Estes dois vídeos, indiscutivelmente virais (2milhões de views o primeiro, 12milhões o segundo) estão a sofrer acusações de não ser tão originais quanto isso. Vejamos:
O primeiro é derivação do vídeo do Beirut (2007) e dos Hey Rosetta (2009).
O segundo deriva de uma proposta feita pelo youtube star Mystery Guitar Man.
Eu reconheço o valor dos dois primeiros vídeos, pois apesar de serem cópias de ideias que já existem, conseguiram melhorá-las e daí provavelmente terem ficado virais.
Mas isto levanta uma questão sobre a originalidade. Até que ponto fazer algo parecido com o que existe, melhorando-a, não pode funcionar? Porque é que a frase "isso já foi feito" é tantas vezes dita para matar uma ideia?
Será que estamos tão focados na criatividade e a pensar em criar algo novo que nos esquecemos que se calhar melhorar uma ideia pode servir perfeitamente para uma marca?
Eu acho que uma ideia melhorada consegue ser uma ideia válida. Se alguém dissesse "bora fazer um vídeo parecido com aquele dos Beirut e dos Hey Rosetta, mas melhor, para a marca X!" eu diria "bora!". Mas já falei com pessoas que diriam que não fariam...
Dados Google. Óptimo para citações e apresentações (complementar com os célebres videos da Mary Meeker)
PS:: acho que faltou apenas referir neste "movimento", o facto de os telemóveis se estarem a transformar em "digital wallets" através de QR codes ou da tecnologia NFC.
O plano de promoção do novo álbum de Lady Gaga, Born this Way, inclui um acordo com a Zynga, que criou a GagaVille dentro do FarmVille, uma série de activações, conteúdos exclusivos e uma dinâmica própria para a geração youtube.
Cause they were born this way.
GagaVille in FarmVille, Exclusive Access to Music:
Visit neighboring in-game farm – “GagaVille” – inspired by Lady Gaga’s unique style, featuring colorful crystals, magical unicorns, sheep on motorcycles, and if we can cram it in, some leather and glitter.
Get exclusive access to un-released songs from “Born This Way” every day from May 17 through May 19 by completing quests and unlocking Clear Channel's iHeartRadio player – that’s three never-before-heard songs.
On May 20th, be the first to listen to a selection of songs from “Born This Way” before the album drops on May 23.
Apple em 1º lugar com uma valorização superior a 800% desde 2006. Facebook com mais de 600 milhões de "fregueses" em todo o planeta, ocupa o 35º lugar do pódio.
Quem digitar o nome "Osama Bin Laden" no Google vai encontrar a coluna do lado direito da página, usualmente pejada de anúncios (Adwords), completamete vazia. Pelos vistos nenhuma marca se quer associar à pesquisa/imagem do Sr.
Eu por mim vejo aqui uma oportunidade de ouro para publicitar os serviços dos Navy Seals: "Mess with the best, Die like the rest".
Linda forma que Google achou de mostrar a diferença que os meios de comunicação tiveram em relação a importantes questões; ontem e hoje. O Filme esteve no break de Glee.
A Diesel criou uma ilha utópica, a Nike criou uma república popular para o Corinthians. De repente basta um nome, um ideal, um logo, uma bandeira ... e voilá temos nações criadas a régua e esquadro num Mac perto de si.
Este micro-movimento reflectido na publicidade é curioso. Sendo claramente um reflexo do estado de ansiedade, sonho e de tentativa de escape das pessoas, lembrei-me do exercício feito há 5 anos atrás pela Pentagram e pela BBC que decidiram criar um novo País ficticio, com direito a hino, constituição e passaporte. Porque os países também são"identidades corporativas".
Campanha de new media + imprensa feita em Bruxelas a favor da liberdade da informação. Acção contou com uma aplicação para substituir as habituais palavras de censura de ditadores ou políticos bem conhecidos.