
A publicidade, a boa publicidade, emerge da cultura pop e dela cria material que entra na nossa vida. Do "tou xim?" ao "tens um jipe", do "podia mas não era a mesma coisa", do Cristiano no BES ou das "Meninas da TV Cabo", são vários os exemplos que podia citar de marcas e/ou campanhas que conseguiram o seu lugar no mais importante lugar (não Cannes): o coração das pessoas.
Sendo a nossa Indústria muito pouco científica (e ainda bem) e sendo ainda mais difícil reduzir o risco dos nossos clientes (por mais que tentemos) resta-nos olhar para quem arrisca e formular uma opinião baseada em resultados (outra tarefa ainda mais difícil num país onde temos ainda muita resistência em partilhar informação e resultados).
Quando é que a estratégia deverá ser revista para incorporar um fenómeno-do-tipo-fósforo (menções óbvias acima, Futre e Hélio)? Quando é que o risco de integrarmos fenómenos a vulso põe em causa o ADN das marcas? O Hélio assiste Meo e os gatos aprovam? O Futre bebe Licor Beirão?
Por outro lado, quando é que temos de deixar de ser Velhos do Restelo e testamos coisas novas e quebramos as regras? Quando é que deixamos de ser risk-adverse e passamos a ser visionários de coração?
Para as marcas (e pessoas): quanto valem os 15 minutos warholianos X estratégia de marca?
"É retórica"- eu sei, "É demagogia!" - poderia eu acrescentar. Mas vale a pena pensar nisso neste fórum.
Ou, num mundo cada vez mais rápido, a malta tem memória curta e é indiferente?




