-- G. Clotaire Rapaille
8.24.2010
O que um carro diz sobre o seu dono
-- G. Clotaire Rapaille
8.09.2010
Social Currency
"As we look at the activities of young Chinese online, and in particular their habits when using Social Networking Sites, it is quite apparent that photographs form the primary means of social currency." (pskf)
(onde se lê Chinese ler todos os países que utilizam as redes sociais)
Este artigo enfoca-se na juventude chinesa e tailandesa e na forma como as miúdas usam o photoshop para manipularem a sua persona online (enquanto não recorrem a tratamentos estéticos offline), mas deu-me que pensar em termos antropológicos.
A ideia de Social Currency serem as fotografias que comprovam o grau de beleza e coolness das pessoas que constroem a sua vida é genial, por ser tão verdadeira e simples ao mesmo tempo. De facto, fazemos albúns das nossas viagens, das nossas festas, da alegria no trabalho, tagamo-nos e descrevemos a situação com todos os detalhes possíveis (e destagamos as fotos que potencialmente podem baixar o ranking da nossa auto estima).
Segundo uma fonte nada credível, são colocadas 964 fotos POR SEGUNDO no facebook. Mas há toda uma etiqueta dedicada à coisa. Descobri também que uma pessoa que tem mais fotos suas do que do "mundo" é chamado de facebook photo whore. (onde há "currency" tinha de haver "whore")
Há ainda formas de aumentar a nossa Social Currency (aka grau de fixeza), com a contínua integração e utilização dos terminais móveis e da net móvel:
> photo uploaded via Facebook for BlackBerry/iPhone/insira nome do gadget da moda.
(nota: dos 500 milhões, há 150 milhões de mobile facebookers)
O insight é fabuloso.
Eu vou só ali vender isto à Kodak/Polaroid/iPhone/BlackBerry e já volto.
11.08.2009
In Memoriam: Lévi-Strauss

Não é necessário ter-se um pergaminho na parede em antropologia, biologia, sociologia ou qualquer outra ciência social acabada em "gia" para se trabalhar em publicidade, fazer reclames e criar slogans.
No entanto algumas das ferramentas continuam a ser úteis para nos ajudar a compreender hábitos comportamentais e linguísticos do nosso objecto de trabalho diário: o "Consumidor".
Claude Lévi-Strauss morreu a semana passada aos cem anos de idade. Sobre o "pensamento selvagem", o "estruturalismo" e outros conceitos parte do seu pensamento podia-se aqui escrever um post interminável.
Mas fica a ideia essencial de que é através da oposição binária de conceitos como "quente VS frio", "limpo VS sujo", "humano VS animal", "repouso VS movimento", que a humanidade cria sentido das coisas e do mundo onde habita.
Não é isso que fazemos diariamente com as nossas marcas? Contamos estórias (por vezes recorrendo a arquétipos e metáforas) onde para um problema há sempre uma solução (o seu oposto)?
